SOBRE NÓS
Livro de instruções para um pequeno planeta
Atirar pedras à água. Fazer bolas de lama do rio e vê-las pingar na erva. Perseguir a vida simples e inocente que tínhamos. Brincar, flutuar, nadar nus só porque podemos. Voar. Despenhar-se. Não perguntar porquê — antes, porque não. Fazer fogueiras, dormir ao relento, abrandar. Fazer parte da terra. Levar com vento na cara. Ir e vir com a maré — com o Maré. Ir aos lugares onde ninguém vai. Explorar, ver com os próprios olhos. Abrir bem os olhos. Ficar, cultivar, pôr a cabeça a funcionar. Procurar grandes histórias em coisas pequenas. Seguir o livro de instruções para viver num pequeno planeta. Partilhar histórias verdadeiras de pessoas verdadeiras, de primitivos — como nós. Ver além do preconceito, guardar todas as memórias do mundo. Sentir gula pelo mundo. Pecar. Perceber que estamos errados sobre o lado de lá do mundo. Ser ativo e ativista e aceitar o absurdo. Preservar. Viver mais no mesmo tempo de vida. Não ter destino. Viver devagar. Nascer todos os dias. Ser criança. Cometer erros. Aprender com chimpanzés. Nem todas as viagens vão ser bonitas. Nem todas as paisagens vão ser arrebatadoras. Nem todos os momentos vão ser memoráveis. Nem todas as questões vão ser respondidas. Conhecer profundamente alguém ou um lugar — ainda que seja o nosso lago Walden. Kitato
O projeto
A Primitiva nasce da vontade de olhar o mundo com tempo, recuperando o espaço para histórias que se demoram, que escutam e revelam. Mais do que uma revista sobre viagens, é um convite a abrandar e a compreender o que há de verdadeiramente humano — e, por isso, de primitivo — em cada jornada. Publicada em papel com periodicidade bianual, a revista foi pensada como um objeto de coleção, feito para ser guardado, relido e sentido como um lugar de resistência e preservação da memória contra o ruído do excesso de informação.
Somos um projeto editorial independente, onde as narrativas cruzam a contemplação do olhar atento com a urgência das transformações globais. Das tradições ao desporto de aventura, passando por projetos fotográficos ímpares, a Primitiva celebra a humanidade através de destinos menos óbvios e de histórias que realmente importam. É um espaço de escuta que revela o mundo como ele é, valorizando a profundidade e a autenticidade de cada encontro.
É propriedade da Associação Cultural Primitiva, uma organização sem fins lucrativos, a revista conta com o apoio de mecenas que partilham a sua visão de sustentabilidade e consciência.
EQUIPA
CRÉDITOS
Aurélio Moreira – Revisor
Rafael Pereira – Design
Impressão – Norprint
Papel – Fedrigoni Arena Natural Rough
Tipos de letra – Pangram Pangram Foundry/ Letra Mono
SERVIÇOS CRIATIVOS
Criação de conteúdos
Fotografia
Vídeo
Branded content
Textos
PONTOS DE VENDA
Matéria Prima (Porto)
Zumbido (Matosinhos)
Centésima Página (Braga)
Alma de Alecrim (Aveiro)
Pela Estrada Fora (Aveiro)
Cor de Tangerina (Guimarães)
Livraria Ideal (Guimarães)
Rimas e Tabuadas (Guimarães)
Theatro (Póvoa de Varzim)
Casulo – Cocoon (Viana do Castelo)
Insensato (Tomar)
Palavra de Viajante (Lisboa)
Ler Devagar (Lisboa)
Casa do Comum (Lisboa)
Traga-Mundos (Vila Real)
Oficina com Pinta (Viana do Castelo)






